Sou a amante que Ogum que vê fugindo pro mar. Que morre de ciúme, de desgosto, de decepção. Esse amargo na boca, na mente e no corpo que tarda em sair.
Esse não é um espaço de amenidades, de civilidade, de paz. Não. Aliás, ele só existe porque a paz e as coisas leves perderam-se no caminho. Por isso ele não se tornará público. É só um espaço pra desabafos. Meus. Tanto melhores quanto forem rodeados de ventos, trovões e chuva.
É pra tirar de mim e jogar no mundo (pelo menos no mundo deste blog, já que sou dócil o bastante pra não jogar em outrs) toda a inveja, rancor, raiva, ódio. Vontade de matar mesmo, tudo que se relaciona com esse câncer que me mata. Eu disse, este blog não se trata de amenidades.
Dócil... dócil...
Essa palavra ecoa dentro de mim. Ridícula essa pequenez. Docilidade e escravidão. Pior que carregar isso pelos inimigos, é carregar pelos amigos. É, o ponto de interrogação fala mais alto diante de algumas atitudes. Há que se estar preparado para o pior, sempre. As pessoas se transformam em bestas sem memória. Prestes a estragar o outro ao se sentir mais fortes diante da presença de um terceiro.
Talvez eu esteja sendo injusta sim, mas acredito que o que acontece é a injustiça comigo. E não sou nobre o bastante para sentir a dor dos espinhos e não me revoltar. Não sou. Não quero ser.
Decepções femininas. Tá virando quase rotineiro.
Quando eu digo que é difícil amar... Nunca vou estar preparada pra este tipo de coisa.